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Comunicado   DN 11/2016 de 28 de novembro de 2016

Na sequência do manifestado sobre a UNC3T pela Sr.ª Ministra da Justiça no passado dia 16 de Dezembro de 2016, em sede de Audição nas Comissões de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa e de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, no âmbito do Orçamento de Estado para o ano de 2017 (vide Comunicado 10/2016 da Direção Nacional da ASFIC/PJ), foi hoje publicado em Diários da Republica, 1.ª Série, n.º 228 de 28 de Novembro de 2016, o Decreto–Lei n.º 81/2016 que cria na estrutura orgânica da Polícia Judiciária a Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T).

Este diploma, que entrará em vigor no dia 29 de Novembro de 2016, é, acima de tudo, o reconhecimento e o investimento na Polícia Judiciária pela excelência do profissionalismo dos homens e mulheres que dela fazem parte, assim como, da preponderância e destaque da sua visão de futuro, centrada na razão de ciência e no saber-fazer de uma investigação criminal dotada de um capital humano extraordinário e altamente qualificado.

Queremos ainda enaltecer e destacar a excelente convergência de esforços entre o Ministério da Justiça - na pessoa da Sr.ª Ministra da Justiça e do seu Gabinete – a Direção Nacional da ASFIC/PJ e a Direção Nacional da Polícia Judiciária, convergência essa, essencial e decisória para que a UNC3T fosse hoje uma realidade e um reforço das competências da Polícia Judiciária.

Gostaríamos ainda, de evocar uma pública palavra de louvor aos associados Rogério Bravo e aos colegas que estiveram materialmente na génese deste projecto e que acreditaram ser possível a sua consagração, agradecendo o seu contributo técnico a esta Direção Nacional da ASFIC/PJ durante as reuniões e contactos com o Ministério da Justiça sobre a criação da UNC3T.

Dignos colegas e associados,
A criação da UNC3T irá muito além do que é possível por ora vislumbrar e compreender, pois consideramos que está criado o berço de uma Polícia Judiciária voltado para um futuro, que a médio e longo prazo, será irreversível quanto à preponderância transversal da criminalidade associada ao recurso a meios informáticos.

É uma enorme responsabilidade que os homens e mulheres da Polícia Judiciária aceitam naturalmente, pois é essa a sua matriz, ir onde ninguém foi ou não conseguiu ir.

A materialização da UNC3T, não é um resultado que se esgota nesta data para a Polícia Judiciária, mas sim, o princípio de uma nova era, queiram assim os homens e mulheres que a sustentam e personificam a sua alma, bem como, os nossos Governantes que tecerão a razão e necessidade de uma política pública de justiça e segurança que considere definitivamente a Polícia Judiciária como uma verdadeira Agência policial fortemente vocacionada para a investigação de uma criminalidade cada vez mais complexa, transnacional e violenta, assim como, vocacionada para a razão de ciência e a gestão de informações operacionais e estratégicas.

Caros colegas,
Como já o mencionamos, seremos tanto mais fortes e determinados, quanto maior a fé nos nossos objetivos e a vontade de os alcançar em conjunto.

Bem hajam.

 O Presidente Nacional
 

 

Ricardo Valadas

 

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