Membro fundador do Conselho Europeu dos Sindicatos de Polícia

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da Manhã, 11 de março de 2018

Nos dias de hoje, o mínimo que pode fazer um homem, quando vê uma mulher, é levantar-se de pé e aplaudi-la.

 

Hoje já não é dia 8.

A Mulher, tem ao longo do último século, conquistado pela excelência e esforço um lugar numa sociedade que sempre foi seu por direito, enfrentando no entanto, diversas resistências que felizmente, se têm esbatido nas últimas décadas. Não obstante, há ainda um caminho considerável a percorrer por via de - ainda e lamentavelmente - alguma ignorância e má formação moral e cívica, neste mundo patriarcal.

Ouvir, por exemplo, que o feminismo é igual ao machismo, é só por si um obstáculo a que essas diferenças se esbatam ainda mais e de forma mais rápida.

O machismo é uma forma de opressão e de injustiça que se estabeleceu durante séculos, oprimindo seres humanos nos seus direitos e dignidade.

O feminismo, é apenas e só, descrito de uma maneira simples, uma forma de luta.

Hoje já não é dia 8.

Olhem para onde olhem, apenas verão mulheres lutando, mulheres carregando, mulheres produzindo, mulheres gerindo, mulheres cuidando, mulheres educando.
Mulheres. Tantas vezes sofrendo.

Mulheres a levar a vida para a frente, abrindo o seu caminho, tirando da sua frente os dogmas e os preconceitos, esquecendo os obstáculos, os atropelos, as diferenças, a violência.
Mulheres esquecendo-se que são perfeitas, pelo simples facto de existirem.

Se não as vês, neste mundo cinza, és um imbecil.

Nos dias de hoje, o mínimo que pode fazer um homem quando vê uma mulher, é levantar-se de pé e aplaudi-la.

Por ser melhor. Por ser Mulher.

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