Membro fundador do Conselho Europeu dos Sindicatos de Polícia

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da manhã, 13 de maio de 2018

A PJ tem de ser cabalmente capacitada contra crime informático.

A Polícia Judiciária assume no que concerne às suas competências reservadas, a prevenção, deteção e investigação de toda a criminalidade informática ou crimes praticados com recurso a meios informáticos.

As novas dinâmicas e evolução das sociedade, fizeram da informática uma necessidade e uma realidade intrínseca a praticamente tudo o que nos rodeia, desde a medicina, às bolsas de valores, gestão energética, gestão do trafego aéreo e ferroviário, gestão dos fluxos financeiros e em determinados países, sistemas de defesa nuclear, são geridos com recurso a meios informáticos.

Ou seja, quer quanto à prevenção/deteção, quer quanto à investigação criminal, a Polícia Judiciária, tem a pesada e sensível responsabilidade de responder a ataques informáticos/ações criminais contra no nosso país, e para tal, necessita de estar equipada com meios humanos, técnicos e tecnológicos de ponta, ou seja, de ter os melhores equipamentos e das melhores formações na área.

Estamos certos que o Governo e os restantes responsáveis pela PJ estão conscientes que se um dia existir um ataque informático a uma central elétrica ou a um sistema de gestão de trafego aéreo, que será a PJ que terá de gerir essa questão e que os custos que dai advirem, são claramente muito superiores do que qualquer investimento que se possa fazer para capacitar cabalmente a PJ com os meios necessários para o fazer.

Neste tipo de questões, como em tantas outras, estarmos um passo à frente, impede em grande parte, catástrofes maiores e promove resoluções atempadas e cirúrgicas. Vejamos o caso dos incêndios.
Como em tudo a solução é antecipar.

 

logo asfic/pj