Membro fundador do Conselho Europeu dos Sindicatos de Polícia

Se algo existe, que tenha congregado a Humanidade, foi o sentido do cumprimento do dever, assente na confiança da palavra dada e na preservação da honra de quem a manifestava.

Não era um acaso, os nossos antepassados selarem contratos e promessas com a palavra dada, tendo em vista que o seu incumprimento, era razão suficiente para que a desonra, a vergonha e a falta de confiança, se tornassem uma marca social pejorativa, que se eternizaria por gerações.

A garantia da palavra dada é ainda hoje na ASFIC/PJ, o reconhecimento da sinceridade de quem a dá e um selo inquebrável.

Sem o dever, sem a honra e sem a sinceridade associada a estes pilares, a sociedade dos Homens de hoje, que desejam efectivamente, o progresso, a democracia e a protecção das pessoas e das instituições do Estado, é uma grande mentira.

A ausência do cumprimento da palavra dada, é inevitavelmente o princípio do fim. A responsabilidade do que aí advém, não é de quem sempre cumpriu e honrou a palavra em nome dos homens da PJ. Ao serviço do país avisámos durante anos para o que estava a acontecer à justiça e em particular à principal agencia de investigação criminal do país.

Não estamos a falar de um problema só de quem tudo deu à PJ. É um problema nacional e todos temos o dever de resistir.

Cada um de nós enquanto cidadãos, ficará desprotegido.

Não é um aviso, pois esse já foi dado. É um ultimato.

 

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