Membro fundador do Conselho Europeu dos Sindicatos de Polícia

09 de novembro de 2018

Por Eduardo Dâmaso

Nas últimas semanas os alertas foram vários. E reiteraram outros mais antigos. O Presidente da República, o diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, o diretor nacional da Polícia Judiciária, a Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal e o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público convergiram todos numa questão decisiva para a defesa do Estado de Direito Democrático:

a Polícia Judiciária e o Ministério Público não têm meios técnicos nem humanos para combater a criminalidade em geral e, em particular, o crime de colarinho branco.

NO GOVERNO E NA OPOSIÇÃO VIVE-SE UM SILÊNCIO PRÓPRIO DOS CEMITÉRIOS

Neste momento, faltam mais de 200 magistrados no Ministério Público e a PJ está à beira da asfixia. Não tem pessoas – a Unidade Nacional de Combate à Corrupção chegou a ter 150 inspetores e neste momento tem 70 -, não tem computadores decentes, não tem quase nada a não ser a vontade dos seus homens e mulheres. Perante isto, no Governo e na oposição vive-se um silêncio próprio dos cemitérios. Já nem o PCP, sempre atento aos problemas na justiça, levanta a voz. Caminhamos alegremente para o precipício a cantar os amanhãs que a WEB Summit nos anuncia. A modernidade a conviver com o arcaísmo e a hipocrisia. Podia haver coisa mais portuguesa!?"

Eduardo Dâmaso

 

logo asfic/pj