Membro fundador do Conselho Europeu dos Sindicatos de Polícia

10 de fevereiro de 2019

A greve, entendida como a “bomba atómica” dos processos negociais entre sindicatos e a entidade patronal, serve sobretudo, para reivindicar direitos e denunciar as agressões às pessoas que são destratadas e esquecidas pelos empregadores.

Um sindicato sério, não convoca uma greve por razões levianas ou quando um par de trabalhadores está descontente. Convoca-se uma greve quando o investimento de uma vida de trabalho é tratado ao nível de algo menor ou está em risco.

Hoje rasgam-se contratos e sacrificam-se as pessoas porque “eles” assim o ditam. “Eles”, os cleptocratas.

Uma espécie de gestor que através de um banditismo bancário impune de décadas, criou uma dívida que justifica a frase repetitiva: "não há dinheiro".

Esta dívida, tratada com um vernáculo académico confuso, tem um nome mais simples: A Corrupção.

Só em 2017, a Polícia Judiciária, através de apenas uma das suas unidades recuperou mais de 280 milhões de euros para o Estado. O dobro do seu orçamento anual. Há dinheiro e este é apenas um exemplo.

É por causa da corrupção que fazemos greve. Esta é a responsável por uma PJ esquecida.

Hoje fazemos greve para defender as instituições do Estado. Fazemos greve pelo Estado Social. Fazemos greve por todos.

 

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