Comunicação Social

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da Manhã, 04 de junho de 2017

Existem assessorias corporativistas de apologia catastrófica.

Esta semana, o Instituto para a Economia e Paz [IEP] – dedicado ao estudo sobre o desenvolvimento humano - publicitou através do seu relatório internacional anual - intitulado "Global Peace Índex" [Índice Global de Paz] - a subida de Portugal para a terceira posição como País mais seguro do Mundo, num "ranking" de 163 Países.

No que concerne à Segurança, a nível mundial, Portugal tem apenas à sua frente dois Países: a Islândia e a Nova Zelândia.

Atualmente, Portugal é o País mais seguro da União Europeia, ou seja, para além de múltiplos indicadores, muito por via do empenho e organização das suas Forças e Serviços de Segurança (PJ, GNR, SEF, PSP, SIS, AMN), que constituem o atual Sistema de Segurança Interna.

Perante este facto, a questão que se coloca é: por que razão se impõe o desejo de alterar o Sistema de Segurança Interna português, ao nível das competências de Serviços como a PJ e o SEF, a título de exemplo, se já demonstramos que Portugal funciona bem e é exemplo mundial no que concerne à gestão da segurança dos seus cidadãos?

Não se vislumbra outra resposta que não a existência de assessorias corporativistas de apologia catastrófica que incentivam, pelo medo, a alterar algo que já funciona.

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