Comunicação Social

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da Manhã, 02 de julho de 2017

Desenganem-se os autores do furto de Tancos, pois não há crimes perfeitos.

Recentemente foi comunicado o furto numa Unidade Militar do Exército, em Tancos, de inúmeras munições e material de guerra que se encontravam acondicionadas num paiol.

A investigação relativamente a estes factos encontra-se a cargo da Polícia Judiciária Militar (PJM), visto que os factos ocorreram no interior de uma unidade militar e relativamente a material militar: vários explosivos, granadas, munições...

No limite, o furto deste material poderá comprometer a segurança do Estado português e a de outras potências estrangeiras. Nesse sentido, tornou-se inevitável o envolvimento e a colaboração da Unidade Nacional de Contra Terrorismo da PJ.

Se assim o previram, desenganem-se os autores deste furto, pois não existem crimes perfeitos, e no que estiver ao alcance da Polícia Judiciária (e é muito, acreditem), o "passo maior que a perna" que ousa comprometer a segurança do Estado será levado às últimas consequências, pois como diz a voz popular: " Para grandes males, grandes curas…".

O conceito de limite não existe por acaso e ultrapassá-lo tem sempre as suas consequências: geralmente, quanto à sua resposta, numa função exponencial crescente.

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