Comunicação Social

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da Manhã, 16 de julho de 2017

Honra e dever não são apenas palavras vãs e vazias.

Contei os meus anos e descobri que deverei ter menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

Espero manter o discernimento, o critério, a inquietação e os princípios com que fui educado, no resto do tempo que andarei por aqui.

A consciência do finito permite que sejamos livres, mas sempre com base na consideração pelo outro, tentando cumprir diariamente o nosso dever e nunca deixando que alguém saia da nossa presença sem ser uma pessoa melhor e mais feliz. Estes princípios estão todos os dias presentes em grande parte dos investigadores da PJ. Honra e dever não são palavras vãs e vazias. Têm algo de muito nosso. Muito PJ. Queremos um país melhor, mais justo, mais igual e mais livre.

Lutamos todos os dias contra os velhos "fantasmas" da ditadura, bem vivos na lembrança de muitos. Acabar com essas más memórias passará indubitavelmente pelo respeito aos órgãos de soberania e pela presunção da inocência de qualquer concidadão.

Destruir publicamente a honra de pessoas ou instituições, com base em factos por provar ou apenas porque estes são arguidos em processos-crime, é só por si um princípio que apenas assenta como uma luva aos que não conseguem viver bem com a Liberdade e com a Justiça...

 
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