Comunicação Social

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da Manhã, 20 de agosto de 2017

Nada condiciona mais a ação de uma instituição do que a falta de meios.

O risco de uma decisão errada é preferível ao estrago provocado por uma indecisão.

Enquanto Portugal continua a arder e é castigado por quedas de árvores - fenómenos provocados pela falta de decisão atempada - em Espanha morrem mais inocentes às mãos de cobardes.

Ao nos depararmos com mais um ataque terrorista, uma pergunta inevitável assola o pensamento de muitos portugueses. Se acontecesse em Portugal estaríamos preparados?

Gosto mais de pensar no que podemos fazer para diminuir o risco de tais ataques e, no caso de acontecerem, melhorar a capacidade de resposta.

Uma das soluções seguras está na decisão imediata no plano político-financeiro: investir nos serviços, que, apesar das dificuldades, raramente falham na sua missão.

Saúde, Bombeiros e Polícias. São áreas seriamente comprometidas pelo desinvestimento e pela prioridade dada nos últimos anos à economia e às finanças.

Esta primazia sacrificou a PJ, a instituição que assegura que toda a informação sobre terrorismo seja tratada e investigada em termos preventivos e repressivos.

Nada condiciona mais a ação de uma instituição do que a falta de meios humanos. De uma vez por todas, decida-se pelo investimento nos verdadeiros e principais interesses dos cidadãos.

 
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