Comunicação Social

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da Manhã, 19 de novembro de 2017

Impacto da polícia judiciária nas contas públicas foi de zero euros.

No dia 10 de Novembro, a Sra. Ministra da Justiça, em sede de audição parlamentar no âmbito da discussão sobre o Orçamento de Estado para 2018, referiu, quanto ao descongelamento das progressões na carreira de investigação criminal da PJ e da Justiça em geral, que não aceitaria nem faz sentido que houvesse discriminação, afirmando que estes profissionais não viriam a ser prejudicados. A ASFIC-PJ, que escutou atentamente, ressalva com agrado a sua intenção de repor a justiça de um grave prejuízo imposto à PJ desde 2010.

Ao contrário das restantes Forças e Serviços de Segurança (FSS), o impacto do descongelamento das carreiras da PJ nas finanças públicas durante o período 2010-2017, foi de zero euros , ou seja, ao contrário das restantes FSS, os Inspetores da PJ não mais progrediram na carreira ou foram aumentados.

Ao contrário de quase todas as carreiras das FSS, na PJ não existem progressões automáticas nem subidas de posto por vagas. O congelamento na PJ foi real. Repito: zero euros.

Os homens e mulheres da PJ, também têm limites e não é justo ser-lhes pedido continuamente, todos os dias, apenas para se sacrificarem, pessoal e profissionalmente. Assumimos os nossos deveres mas não toquem na nossa dignidade.

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