Comunicação Social

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da Manhã, 10 de dezembro de 2017

Trabalho da PJ na luta contra a corrupção não é uma despesa.

Assinalou-se ontem mais um dia mundial contra a corrupção. Este crime, tantas vezes menosprezado e que ainda não se enfrenta com a força e os meios necessários, é um tumor maligno que existe em todas as sociedades, destrói a confiança das instituições, acentua desigualdades, empobrece e mata, culminando, no limite, com a destruição das democracias.

A PJ é a única instituição portuguesa com experiência e conhecimento no combate a este fenómeno criminal. Quem ignora este facto, quem resiste a utilizá-lo apenas finge que quer combater a corrupção.

A corrupção combate-se, no imediato, no respeito da lei de organização e investigação criminal - tantas vezes ignorada e violada sem consequências - e com um definitivo investimento na PJ, nos seus meios e nas condições de trabalho dos seus investigadores.

O país necessita desse investimento e do justo reconhecimento do Governo.

Não há espaço nem tempo a perder. O controlo das finanças portuguesas é muito importante para o futuro do país mas de uma vez por todas, temos que associar o trabalho da PJ na luta contra a corrupção e contra o branqueamento de capitais, como um investimento capital nesse futuro e não como uma despesa que o poderá comprometer.

 

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