Comunicação Social

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da Manhã, 21 de janeiro de 2017

PJ e PSP têm mulheres e homens dispostos a dar a vida pelos outros.

Nas últimas semanas, muito se tem falado sobre uma operação da PSP a um grupo de assaltantes, que se dedicavam a assaltar caixas multibanco e, inclusive, terão assaltado uma estação dos CTT.

Deste episódio, no que respeita à investigação criminal, e que tem criado tanta celeuma na comunicação social, importa esclarecer que os crimes em apreço, dentro do nosso ordenamento jurídico (LOIC), são da competência de investigação da PJ por questões legais, de competência e de especificidade técnica.

No entanto, achamos que este assunto está há tempo demais no "tribunal da Praça Pública", sendo matéria que terá de ser resolvida nas instâncias próprias e isentas de populismos.

A PJ e a PSP são instituições com missões distintas, mas constituídas por mulheres e homens que merecem respeito como profissionais, tendo em conta que no limite da sua atuação estão dispostos a dar a vida pelos outros.

Não permitiremos que prejudiquem a organização PJ e os seus elementos. Somos uma peça fundamental da democracia e da liberdade que existe no nosso País, e também por isso não podemos permitir que se trate a PSP e as outras forças e serviços de segurança como se o País nada lhes devesse.

Para nós, o assunto termina aqui e tudo o que de errado foi efetuado será tratado nas instâncias próprias, de forma séria e recatada.

 

 

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