Comunicação Social

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da Manhã, 18 de março de 2018

A PJ tem procurado conceber formas de neutralizar esta ameaça.

A Polícia Judiciária detém uma das mais importantes e fulcrais missões atendendo ao atual panorama internacional e nacional: a prevenção, deteção e investigação criminal do crime de Terrorismo.

A realidade face ao terrorismo de cariz fundamentalista islâmico, como é do conhecimento de todos, evoluiu para patamares não antes conhecidos, tornando-se indistinto de atos praticados em cenários de conflitos armados.

A PJ tem a perfeita consciência de que a responsabilidade de antecipar e combater a panóplia de ameaças associadas a este terrível fenómeno é sua e que o país deposita em si essa confiança e capacidade.

Por tal, a PJ tem procurado evoluir e conceber novas formas de gestão e neutralização desta ameaça, com a conceção de modelos e técnicas inovadoras de luta contra o terrorismo e criminalidade violenta e grave, a par de outros países que tiveram que lidar com centenas de atentados mortais a cidadãos dos seus países.

Não nos podemos esquecer que apenas em Espanha, só no último ano foram realizadas dezenas de operações anti-terroristas, assentes na elevada capacidade de gestão dos nossos colegas espanhóis em colaboração com os serviços de segurança de todos os países visados.

Sabemos o peso da nossa responsabilidade, mas também que enquanto ASFIC, estamos a fazer tudo para capacitar a PJ para o futuro, onde infelizmente as ameaças e os riscos são cada vez mais letais e nebulosos.

 
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