Comunicação Social

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da manhã, 29 de abril de 2018

Inspetores da PJ perderam em 8 anos um quinto do seu vencimento base.

Após uma análise promovida por um conhecido semanário português, foi possível dar a conhecer ao público, que pertencer à carreira de investigação criminal da Polícia Judiciária, acarreta encargos muito acima do prestígio e das dificuldades comummente relacionadas com a profissão e a instituição.

A comunidade ficou também a saber que para além de todas as dificuldades amplamente denunciadas pela ASFIC/PJ, os profissionais desta instituição pertencem também a uma das classes mais sacrificadas da administração pública no que concerne aos cortes nos seus vencimentos.
Entre 2010 e 2018, os inspetores da Polícia Judiciária, perderam diretamente, segundo os cálculos daquele jornal, cerca de um quinto do seu vencimento base.

A estes valores teremos que necessariamente acrescentar o facto, de nenhum funcionário desta instituição ter subido de escalão, posição remuneratória ou ter sido promovido automaticamente como aconteceu, de forma reiterada, noutras instituições do Estado. Acresce ainda o facto deste salario não ser complementado com inúmeros subsidios ou remunerações extra, e o regime de exclusividade impedir segundas fontes de rendimento.

Esta realidade, há muito conhecida no interior da PJ, empurra-nos para duas questões basilares. Como pretende o Governo angariar especialistas para trabalhar de futuro na PJ e como se pretende corrigir esta injustiça a quem investiu toda a sua vida nesta profissão?

 

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