Comunicação Social

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da manhã, 03 de junho de 2018

A aposta na segurança é um investimento e não uma despesa.

Após uma análise de um evento organizado pela Universidade do Algarve (UALG) na passada sexta-feira – II Jornadas de Turismo em Segurança - foi possível analisar alguns elementos, que confirmam que o turismo e a economia portuguesa, dependem em grande medida dos indicadores de segurança existentes no nosso país.  

Em muitos dos resultados, nos estudos e questionários efetuados pela UALG, sobre perceção ao sentimento de segurança no destino turístico, o item segurança não aparece como fator decisivo na escolha do destino. Estes fatores são o clima, a hospitalidade e as praias.  

O fator segurança não aparece em primeiro lugar porque, no que ao destino Portugal diz respeito, este fator é assumidamente intrínseco à imagem do destino turístico. Já não se pensa em segurança quando se escolhe Portugal, porque esta existe e faz parte do nosso país.  

No entanto a segurança é instável e volátil. De um dia para o outro, este fator pode desaparecer e só nesse momento é que a perceção de insegurança se torna uma realidade.

Apostar na segurança e concretamente na PJ, tem que ser visto como um investimento e não como uma despesa. É prioritário.  O leitor iria de férias para um país classificado como inseguro?

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