Comunicação Social

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da manhã, 01 de julho de 2018

Não investir na PJ é não investir no combate à criminalidade grave.

Recentemente, durante esta semana, a Senhora Procuradora Geral da Republica, destacou publicamente, e passamos a citar: "a Polícia Judiciária (PJ) tem uma "gritante falta de meios" e que o trabalho produzido se deve a um esforço acrescido dos profissionais daquele órgão de polícia criminal." (sic).

Esta realidade, não se fica apenas pela falta de recursos humanos, mas também, pela falta de meios materiais, bem como, a falta de uma Lei Orgânica e um Regime Estatutário dos investigadores criminais da PJ, adequado às novas realidades e ameaças criminais, tais como, as decorrentes do terrorismo, ciberataques, corrupção, tráfico de seres humanos, crimes de ódio, tráfico internacional de estupefacientes, espionagem e incêndios.

É preciso entender que a PJ não tem apenas competência para a investigação criminal, tendo também competências para a prevenção e detecção dos crimes que estão acometidos à sua competência reservada, por via da tecnicidade dos fenómenos.

Não investir na PJ, é não investir no combate à criminalidade grave e organizada, e por tal, é o mesmo que depositar o futuro da segurança e da justiça do país, ao livre arbítrio de quem nos quer mal.

Já avisámos sobre o perigo que isto representa. não há justificações.

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