Comunicação Social

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da manhã, 08 de julho de 2018

Amputa-se a PJ pela falta de meios para que paremos de dar luta à corrupção.

Até ao ultimo homem

Neste período do verão, onde o futebol e as novelas são o assunto principal em quase toda a comunicação social, existem instituições que, na sua serenidade e discrição, continuam todos os dias a cumprir o seu dever.

A Polícia Judiciária é, desde sempre, uma dessas instituições.

Entretanto, os mestres da arte de legislar, continuam o seu caminho, de forma discreta a impôr ao Estado de Direito (ainda) existente, Leis que apenas satisfazem os que sonham com um país refém de um Estado policial subjugado ao poder executivo.

A historia parece que nada nos ensinou.

Pouco a pouco, extingue-se a Justiça e implementam-se regimes em que a Liberdade é apenas uma palavra utilizada em comícios eleitorais.

As instituições que funcionam (com quase nada diga-se) liquidam-se, através da amputação de instrumentos e da lenta constrição pela falta de homens ou meios.

Aos que esperam que paremos na luta contra a corrupção, enganem-se.

A cultura dos homens da PJ alicerça-se sobretudo na honra, na verdade, na vocação, e na necessidade primária de, ao fim do dia, regressarem às suas casas e famílias, vivos e com o profundo sentimento de dever cumprido.

Lutaremos até ao ultimo homem.

Aqui vos digo: Lutaremos até ao ultimo homem.

 

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