Comunicação Social

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da manhã, 19 de agosto de 2018

Desde que este Governo iniciou funções que temos assistido a uma resposta de intenções na resolução pronta e rápida dos problemas da Polícia Judiciária.
Os últimos vinte anos foram testemunhos de um desinvestimento propositado naquela que é uma instituição de referência do Estado, facilmente atestado por um qualquer fator comparativo e definitivamente na tentativa de apagar o trabalho fundamental da PJ no equilibrio de uma democracia, atacada constantemente por interesses privados e obscuros.
As boas intenções de um governo e a esperança que as pessoas têm num amanhã melhor, são factores mantidos ao longo do tempo, sobretudo pelo crédito que alguns dos seus intervenientes possuem na sociedade civil. Este credito é obtido pela competência e pela honestidade destas pessoas antes das eleições.
No entanto, aquilo que assegura a decência e o crédito de um governo não são as boas ou más intenções dos seus políticos, mas um certo número de regras fundamentais, que todas juntas, constituem a coluna vertebral da nossa democracia: a protecção das instituições e das pessoas, o voto universal, a separação de poderes, o cumprimento da palavra, entre outras.
Violar estas regras ao longo do tempo, cumulativa ou alternadamente, leva à desconfiança, à revolta e ao aparecimento de alternativas políticas populistas adormecidas, que por detrás dos seus discursos elegantes e modernos, estão quadros políticos xenófobos, racistas, corruptos e anti-democráticos.
A ASFIC/Pj sempre pugnou pela exposição publica e pela denúncia da violação destas regras. Quem as desrespeita, ignora ou menospreza ficará agarrado a esta responsabilidade com o seu nome. É assim. Simples

 

 

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