Comunicação Social

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da manhã, 16 de setembro de 2018

Faltam meios, faltam condições de motivação e trabalho na PJ.

Dizem as regras da boa educação que não se deve falar sobre pessoas que não estão presentes ou então utilizar expressões comummente aceites, como por exemplo: “era boa pessoa”, aquela frase que já devia ser património imaterial da humanidade quando aos ausentes nos referimos.

Vamos abrir uma exceção a esta regra e ao mesmo tempo revelar aos leitores que afinal a verdade tem um caminho.

Deparei-me esta semana com uma entrevista de um antigo dirigente da PJ, em que, caso não tivesse reparado no título, poderia pensar que teria sido escrita por um dirigente da ASFIC.

Afinal, esta entrevista – que peca por tardia - vem apenas confirmar o que a ASFIC tem vindo a denunciar nos últimos oito anos. Felicito o entrevistado por assumir que afinal, toda a contestação e desmentidos dirigidos à ASFIC e aos seus dirigentes, foram injustos e que afinal a razão e a verdade esteve sempre do lado destes funcionários.

Faltam meios, faltam pessoas, faltam condições de motivação e de trabalho na PJ.

Apesar dos resultados ali referidos - fruto apenas do estoicismo dos seus funcionários –cabe ao Primeiro Ministro, a decisão de lutar contra o crime organizado ou afirmar – a tempo - que resolver este problema não lhe interessa.

 

 

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