Comunicação Social

25 de novembro de 2018

A excelência e os bons desígnios de uma sociedade assentam fundamentalmente, nas suas instituições basilares, que determinam não só a manutenção dessa mesma sociedade, como ainda projectar no futuro, a forma de as elevar.

Ao enfraquecer-se os alicerces destas instituições, ao não se prever o seu eventual colapso, há uma certeza absoluta: uma falência à mercê da variável tempo.

A PJ, cumprindo uma função soberana do Estado, é uma organização que foi pensada pelos seus fundadores e por aqueles que a desenvolveram ao longo de mais de sete décadas, para fazer face às necessidades do nosso país. No entanto, hoje, a PJ encontra-se de tal forma debilitada, e os seus operacionais de tal forma desgastados e desmoralizados, que só há uma interpretação a fazer: politicamente, pretende-se impedir que a PJ seja capaz de fazer aquilo para a qual foi criada: investigar.

Sabemos hoje que não interessa ao poder politico, uma Policia Judiciária forte, independente, habilitada e eficaz.

Não buscaremos autores nem justificações para estas decisões, mas a história já longa de ataques a esta organização descreve isto mesmo.

Quando chegar o momento, os portugueses saberão ver e decidir quem teve intenção, com este orçamento de estado, de prolongar a asfixia ou de inverter uma morte anunciada.

 

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