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Título: INVESTIGAÇÃO CRIMINAL Nº6
Temas: Revista Semestral de Investigação Criminal, Ciências Criminais e Forenses.
Periodicidade: Semestral
Número / Data:   N.º 6 / Dezembro de 2013
Autor: Vários
Editora: ASFIC/PJ
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PSICOLOGIA CRIMINAL E JUDICIÁRIA
Direcção Editorial

Estudar e compreender o comportamento humano em situação e segundo as variáveis situacionais ou contextuais que o enquadram, condicionam e determinam: eis uma formulação tao simples quanto singela e que resumidamente, em poucas palavras, caracteriza o objeto da psicologia.

Inexistindo ciências que no limite das suas virtualidades e potencialidades não sejam dedicadas a condição e a natureza humana – teorema, ou porventura ate axioma, que traduz o carácter espúrio do conceito de ciências humanas, se e bem certo que todas elas, as ciências sem exceção, são do homem e para o homem – a psicologia propõe-se fundamentalmente servir projetos e ambições de entendimento e compreensão, da dimensão individual, interior ou intrínseca de cada sujeito, mas também refletindo as cambiantes e matrizes da interacção humana no terreno social. Mas a psicologia não esta, definitivamente e ao contrário do que se afigura ser apanágio das (ditas) ciências jurídico-normativas, ao serviço de projetos de poder que permitam aos seus atores e interpretes alcandorarem-se a posições de superioridade e supremacia relativa.

Num numero temático, o sexto, dedicado as aplicações da ciência psicológica aos fenómenos da criminalidade e aos mecanismos e instrumentos do aparelho judiciário e do sistema de justiça criminal – pano de fundo central da presente edição – Investigação criminal traz agora a estampa vários apontamentos de inequívoca qualidade técnico-científica e renovado interesse didático e documental.

Com efeito, um meritório naipe de reputados especialistas nacionais e internacionais, académicos e investigadores criminais, entrecruzam-se nas nossas paginas em perspectivas e abordagens que incidem sobre tópicos de candente importância e que se localizam na área da etiologia e explicação do comportamento criminal; da prevenção e combate ao terrorismo; da analise e caracterização das condições socioculturais que presidem a erupção do extremismo politico violento; da importância e valor acrescentado do profiling na investigação dos crimes contra a propriedade; da problemática dos menores infratores e em risco de exclusão social; das praticas de sadismo na conduta criminosa a articulação e interação das policias na gestão da cena do crime.

Num contexto financeiro e económico-social de acentuada crise que desafortunada e inapelavelmente persiste em marcar um quotidiano em que imperam a depressão e a incerteza e se joga a cada passo o futuro e a sobrevivência das instituições, a revista Investigação Criminal apresta-se a iniciar o seu quarto ano de vida e cumpre, neste número 6, etapa decisiva rumo a consolidação e afirmação no plano editorial nacional.

Um aparente movimento contraditório ou em contraciclo, numa direção oposta, de expansão, desenvolvimento e alargamento do espaço editorial de divulgação e ate de mercado, considerando que prosseguimos, com passos modestos mas seguros, na senda da internacionalização e de abertura a novos mundos, rompendo os nossos próprios limites e fronteiras.

Assim se confere uma aposta iniciada há cerca de um ano, em dezembro de 2012, com a pioneira publicação de um autor do pais vizinho, seguindo-se agora diversas contribuições de articulistas europeus - de Espanha, Países Baixos, Reino Unido e Republica Checa - e norte-americanos, sendo de resto a primeira vez, confirmando estratégia das direções editorial e executiva da revista que se publicam textos em língua diversa do português: interessante revisão panorâmica, de um autor checo, sobre o state of play do extremismo politico violento no seu pais de origem redigida em inglês e um texto de académicos luso-espanhóis, alusivo a problemática dos menores infratores, que escreveram em idioma castelhano.

Esta aposta de divulgação e abertura das nossas paginas a autores estrangeiros procura romper com natural tendência para relegar a revista para um registo eminentemente paroquial – feita predominantemente de e para autores portugueses - mas não e exclusiva: continuaremos a investir na divulgação do ≪produto nacional≫ e nesse sentido, renovamos o apelo e o desafio a potenciais autores nacionais que pretendam submeter eventuais trabalhos para publicação em Investigação criminal.

Por forca de vicissitudes de natureza institucional que decorrem do momento de crispação que atravessa a sociedade portuguesa e da luta associativa desencadeada pelos funcionários de investigação criminal da Policia Judiciaria a partir de outubro de 2013 – que pugnam pela dignificação da carreira e pela preservação do respeito e prestigio devidos e reconhecidos a (quase) septuagenária entidade publica que servem – não foi possível desta feita e ao arrepio do que fora praxis regular desde o lançamento da revista em fevereiro de 2011, prosseguir a campanha de divulgação nacional através das regiões e respetivas universidades. Uma iniciativa que se interrompe mas não se perde – fica apenas congelada – e que pretendemos retomar logo que sejam restituídas as condições mínimas de normalidade institucional. Resta-nos alias e nesse intuito, a esperança de que 2014 não seja mais um annus horribilis, votos que estendemos a todos os nossos leitores, autores e colaboradores. Bem hajam.

Índice
p. 6 Psicologia criminal e judiciaria – Direcção Editorial
p. 10 Explicar o comportamento criminoso: o contributo da Psicologia – Rui Abrunhosa Goncalves
p. 34 Salud Mental de Menores Infractores – Carla Alves; Manuel Vilarino; Ramon Arce
p. 50 O método de recurso a Spotters enquanto instrumento de detecão proactiva na seguranca de eventos – Koos Barten
p. 78 Desenvolvimento de perfis de infratores em crimes de furto qualificado – Bryanna Hahn Fox; David Philip Farrington; Michael Chitwood; Edith Janes
p. 92 Reconhecimento, registo e recolha: a política dos 3R da investigação criminal a partir de uma analise sociológica do contexto português – Susana Costa
p. 126 Sádico ou nao-sádico, eis a questão – José Martins Barra da Costa
p. 142 Prevention of extremism and terrorism in the Czech Republic – Michal Hořejši
p. 162 Abstracts – Resumos
p. 164 Assinaturas

INVESTIGAÇÃO CRIMINAL. Nº 6
PROPRIEDADE E EDIÇÃO: ASFICPJ – Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Policia Judiciaria - Rua Gomes Freire, no 174, 1119-007, Lisboa
DIRETOR EXECUTIVO: Mário Coimbra
DIREÇÃO EDITORIAL: Nuno Almeida (Coordenação), Carlos Ademar, João Paulo Ventura, José Leal
CONSELHO CONSULTIVO: Professor Doutor Cândido da Agra, Professor Catedrático, Director da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, Director da Escola de Criminologia | Professora Doutora Eugenia Cunha, Professora Catedrática FCTUC, Consultora Nacional para a Antropologia Forense do INML | Professora Doutora Constança Urbano de Sousa, Doutorada em Direito Comunitário, docente universitária | Professor Doutor Rui Abrunhosa Goncalves, Doutorado em Psicologia, Professor Associado da Escola de Psicologia da Universidade do Minho | Dr. Agostinho Soares Torres, Juiz Desembargador no Tribunal da Relação de Lisboa | Dr. Vítor Magalhães, Procurador da Republica no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) | Dr. António Santos Carvalho, Juiz Conselheiro no Tribunal de Contas | Dr. Adriano Cunha, vice-Procurador Geral da Republica | Professora Doutora Fátima Pinheiro, Directora do Departamento de Genética e Biologia do INML, Delegação do Porto | Professora Doutora Mafalda Faria, Palinologista, Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz | Professor Doutor Duarte Nuno Vieira, Professor Catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra | Dr. Carlos Farinha, Director do Laboratório de Policia Cientifica | Dr. Magalhães e Silva, Advogado, antigo membro do Conselho Superior da Ordem dos Advogados, membro da Comissão Revisora do Código de Processo Penal 1998 | Dr. José Braz, Assessor de Investigação Criminal da Policia Judiciaria, aposentado, ex-dirigente da Policia Judiciaria.
REVISÃO: Carlos Ademar, João Paulo Ventura, José Leal, Nuno Almeida
DESIGN E PAGINAÇÃO: Atelier João Borges
IMPRESSÃO: Invulgar
TIRAGEM: 1000 Exemplares
ISSN: 1647-9300
DEPÓSITO LEGAL: 322803/11
DATA: Dezembro / 2013

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