Membro fundador do Conselho Europeu dos Sindicatos de Polícia

18 de agosto de 2019

Em pleno Agosto, quando o Algarve não apresenta os números do passado, ouve-se numa constância agonizante, a justificação de que a culpa é da ausência de violência nos destinos concorrentes da região.

O lamento da inexistência de conflito para justificar os números menos bons.

O lamento da falta de atentados ou de quezílias sociais violentas nas zonas concorrenciais.

O lamento pela ausência de morte.

A economia mais uma vez a provar que está no controlo.

Não são os Governos, o Estado, a vontade dos cidadãos ou pior, as suas necessidades, que ditam as decisões politicas.

Recordo aqui a célebre frase da campanha presidencial de 1992 nos EUA: “É a economia estúpido”.

Encontrar hoje, o calcanhar de Aquiles dos Governos, levando-os a tomarem decisões que satisfaçam as necessidades das pessoas, é cada vez mais, o verdadeiro desafio dos sindicatos, das organizações de defesa dos direitos humanos, em suma, da cidadania ativa.

Não é o populismo que mudará o que quer que seja, mas o trabalho e a reinvenção das estratégias.

Tomar decisões e elaborar planos estruturados para confrontar as democracias, reféns dos números e das economias que nunca podem abrandar, é o futuro do verdadeiro contrapoder.

Os populistas estão no tempo deles, em segurança. Gosto no entanto de pensar, que existem pessoas à frente do seu tempo.

 

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