Comunicação Social

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da Manhã, 31 de dezembro de 2017

Vontade política

O ano que se aproxima será determinante para atingir os objetivos inicialmente traçados por esta direção nacional para o seu mandato.

O ano que se aproxima será determinante para atingir os objetivos inicialmente traçados por esta direção nacional para o seu mandato.

Sabemos das agruras e dos obstáculos que superamos todos os dias para que possamos acreditar em 2018 como um ano de prosperidade para a PJ e para uma melhoria da vida dos cidadãos. Acreditamos que o nosso trabalho e a nossa competência é a única forma de conseguirmos provar o valor que temos, mas sabemos também, que a vontade política é fundamental para que se pense o trabalho diário da PJ como um labor essencial para melhorar a vida de todos.

Quem se preocupa com a vida das pessoas não pode adiar o investimento da PJ. A Sra. Ministra da Justiça já provou defender esta premissa, pelo que os restantes elementos do Governo têm o dever de a ouvir. No final saberemos reconhecer o mérito daqueles que deram o seu melhor em prol de uma sociedade mais justa.

A PJ continuará por cá.

Pela Liberdade. Pela Justiça. Por todos.

 

 

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da Manhã, 31 de dezembro de 2017

Justificações

Altas patentes que violam a lei querem mediatismo, subir na carreira e poder.

Permitam-me, que revele a minha inquietação com cada operação policial que ocorre no nosso país, que culmina com mortos e feridos, infelizmente de forma cada vez mais reiterada.

Permitam-me ainda que não aceite, que em todas as ações policiais em que algo anómalo acontece se coloque a culpa nos agentes no terreno, que posteriormente são investigados e algumas vezes condenados.

Os cargos superiores das instituições que planeiam e defendem operações desta natureza, apenas pretendem três coisas: mediatismo, ascensão na carreira e poder a qualquer custo.

Nestas três prioridades, há três omissões: A vida dos agentes (que não são soldados de um regime totalitarista) a vida dos cidadãos (ainda que suspeitos da prática de crimes), e a vida em Liberdade num Estado de Direito.

O cumprimento da Lei da Organização da Investigação Criminal, incontáveis vezes desrespeitada por pessoas com obrigações e responsabilidades no Estado, minimiza a possibilidade de que situações destas aconteçam, porque atribui de forma clara a cada força, ou serviço de segurança, a sua missão dentro de uma das valências de policia. A investigação criminal.

A importância de cada uma das forças e serviços de segurança no atual sistema de prevenção, deteção e investigação criminal é fundamental para a segurança e qualidade de vida existente na sociedade portuguesa.

Os casos crónicos de violação da LOIC que se registam - nalgumas situações comprometem gravemente a descoberta da verdade - apenas e só possuem o objectivo inicial de obter visibilidade na comunicação social, para uma tentativa de centralizar debaixo do mesmo dominio todas as valências policiais, através de um marketing populista e demagogo.

Objectivo final: mais poder e consequentemente maior controlo da investigação criminal e da Justiça.

Alguém ficaria tranquilo com justificações de comandantes do exército que mandavam os seus homens pilotarem os aviões da Força Aérea?

Meus senhores, cumpram a Lei e façam o melhor que podem dentro do objectivo comum de manter os cidadãos deste país seguros e livres. Não inventem e não precisam de justificar mortes.

Não se aceita que gente de responsabilidade viole a Lei e cada vez que alguém morre se desdobrem em justificações em que já pouca gente crê.

Às vezes dou por mim a acreditar que quando algo mau ocorre, as justificações das altas patentes não serão focadas nas operações, nem em terceiros ou em juízos de valor, mas sim na razão pelo qual os agentes envolvidos nas mortes vão para a prisão e essas mesmas altas patentes, que decidem de forma ilegal, continuam a ser promovidas e no seu caminho cego de poder pelo poder.

É extraordinário. Nunca aconteceu…

 

 

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da Manhã, 21 de janeiro de 2017

PJ e PSP têm mulheres e homens dispostos a dar a vida pelos outros.

Nas últimas semanas, muito se tem falado sobre uma operação da PSP a um grupo de assaltantes, que se dedicavam a assaltar caixas multibanco e, inclusive, terão assaltado uma estação dos CTT.

Deste episódio, no que respeita à investigação criminal, e que tem criado tanta celeuma na comunicação social, importa esclarecer que os crimes em apreço, dentro do nosso ordenamento jurídico (LOIC), são da competência de investigação da PJ por questões legais, de competência e de especificidade técnica.

No entanto, achamos que este assunto está há tempo demais no "tribunal da Praça Pública", sendo matéria que terá de ser resolvida nas instâncias próprias e isentas de populismos.

A PJ e a PSP são instituições com missões distintas, mas constituídas por mulheres e homens que merecem respeito como profissionais, tendo em conta que no limite da sua atuação estão dispostos a dar a vida pelos outros.

Não permitiremos que prejudiquem a organização PJ e os seus elementos. Somos uma peça fundamental da democracia e da liberdade que existe no nosso País, e também por isso não podemos permitir que se trate a PSP e as outras forças e serviços de segurança como se o País nada lhes devesse.

Para nós, o assunto termina aqui e tudo o que de errado foi efetuado será tratado nas instâncias próprias, de forma séria e recatada.

 

 

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da Manhã, 14 de janeiro de 2017

Muito se tem falado em determinados setores sobre a PJ o seu papel.

A Polícia Judiciária, a única Agência Nacional de raiz, criada e vocacionada para a Investigação Criminal em Portugal, está muito próxima de se elevar ao próximo nível: uma Instituição do Estado, pensada e definida estrategicamente e operacionalmente para uma razão temporal e espacial de décadas.
Muito se tem falado em determinados setores, sobre a PJ e o seu papel, sendo reiteradamente, colocada em causa por outros intervenientes do sistema de segurança, a sua existência ou supressão de competências, por sua vez, redirecionadas para outras polícias de cariz generalista.
Quem falará por último, será sempre o País e os seus cidadãos, será sempre o interesse público, e será sempre a necessidade de Portugal e o seu povo, desejar ter uma PJ de excelência, equidistante, isenta e vocacionada para o estrito cumprimento e razão da prevenção, deteção e investigação da criminalidade grave, violenta e altamente organizada que de forma real ou potencial, tanto nos afeta.
A PJ foi criada para ser uma polícia de e para a Justiça, assente nos superiores interesses da Justiça, Liberdade, País e Cidadãos.
No dia que alguém coloque em causa a razão de existir da PJ, na sua plenitude, desconfiem desses "amigos da justiça" pois estarão com certeza a escutar a voz de todo o tipo de interesses, menos de quem deseja efetivamente uma Justiça Penal isenta e objetiva.

 

 

Ricardo Valadas, Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.

Correio da Manhã, 28 de janeiro de 2017

Ser inspetor da PJ, ser Polícia, acarreta risco de vida.

Fez na passada sexta-feira 17 anos que o Inspetor João Melo da PJ foi 'rasgado' a tiro por uma rajada de metralhadora Kalashnikov, durante uma perseguição a um grupo violento de assaltantes de carrinhas de transportes de valor.
O assassino e o restante grupo que o acompanhava - dispondo de algum avanço - imobilizaram as viaturas e, fazendo um bloqueio na estrada, decidiram receber os Inspetores que os perseguiam a tiro, de forma deliberada e sanguinária.
O seu homicida, José Augusto Ferreira, condenado a uma pena de 25 anos de reclusão, foi esta semana libertado em regime de liberdade condicional, tendo cumprido 16 anos dos 25 anos de cadeia sentenciados pelo tribunal.
Ser funcionário da investigação criminal da PJ, ser Polícia, acarreta o risco de vida dos próprios e de terceiros.
Esta é uma profissão de elevado risco, que deve ser respeitada e recompensada a todos os niveis pelo seu sacrifício.
A Polícia é a primeira e última linha de defesa do cidadão e, por isso, juramos perder a vida se tal for necessário.
JOÃO, não nos esqueceremos de ti, nem dos colegas que perderam a vida ao serviço da Pátria.
A ti, e a todos os restantes colegas que partiram, inclusive de outras forças e serviços, dizemos PRESENTE !!!

 

 

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