Recentemente foi homenageado, na sua despedida, um Investigador da PJ, ex-dirigente da ASFIC/PJ, que passou à disponibilidade. A cerimónia congregou elementos de Norte a Sul do país e também o Diretor Nacional, que fez questão de estar presente. O homenageado, talvez sem disso se aperceber, vincou a passagem da cultura institucional e de conhecimentos, que é uma imagem de marca e quase uma mística da PJ, às quase três dezenas de ex-estagiários que com ele trabalharam. Numa altura em que a PJ é reforçada com muita gente nova, com departamentos onde há poucos elementos com verdadeira experiência, corre-se o risco de se criarem ‘enclaves’ comportamentais estranhos à PJ.
É vital que os trinta ‘formados’ passem o testemunho que receberam aos que vão entrando. No fundo, que mostrem o que é ser PJ: dedicação à causa pública, brio, espírito de missão e profissionalismo. Se assim for, a cultura institucional e a própria PJ estão asseguradas. É o efeito multiplicador que se pretende. As conferências comemorativas dos 80 anos da PJ, onde foram apresentadas investigações recentes de grande sucesso, são demonstrativas dos excecionais resultados alcançados e do ADN que temos de preservar.

