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A antiguidade deveria assumir o peso que a lei lhe atribui

Não queríamos, mas voltamos ao tema. Na PJ, há anos que as colocações permanecem envoltas num manto adiáfano. Não existe um quadro de vagas a preencher (ou vive no segredo do Olimpo). O critério de abertura é “quando calhar” e os critérios de graduação, sobretudo assentes na última avaliação homologada – que é secreta – dentro do mesmo escalão, deixam centenas de funcionários sem saber qual é a sua antiguidade relativa.

A isto somam-se situações difíceis de compreender: em alguns dos departamentos mais procurados, existem cursos mais recentes com mais elementos colocados do que cursos anteriores, enquanto inspetores mais antigos continuam a aguardar uma vaga. É o resultado de anos de aplicação de um regulamento desajustado que, por imposição legal, deveria ter sido substituído há seis anos (!). Sem movimento, pisando a lei, acabaram por ser ocupadas vagas pretendidas por Inspetores mais antigos, enquanto outros, mais recentes, foram colocados diretamente. A antiguidade deveria assumir o peso que a lei lhe atribui. Porquê inventar? A mudança da Direção Nacional não trouxe uma nova abordagem. É certo que ainda não tem um ano de funções, mas não aguentamos mais do mesmo.