Judiciária feminina 

Profissionalismo supera os estereótipos de género

No Dia Internacional da Mulher, recordamos que a proteção e a Justiça também têm rosto feminino. As mulheres na Polícia Judiciária desempenham funções críticas, muitas vezes em contextos de elevado risco, desde a investigação de crimes violentos até à proteção de vítimas vulneráveis, com profissionalismo que desafia e supera os estereótipos de género.

A ASFIC/PJ tem realizado estudos estatísticos e defendido, no plano sindical, políticas concretas de igualdade, assentes em critérios transparentes de avaliação e progressão na carreira, na proteção da maternidade (e paternidade) e em condições reais de conciliação entre a vida profissional e familiar.

As nossas trabalhadoras não podem ser prejudicadas nas avaliações, nem sujeitas a mudanças inopinadas na sua colocação por causa do gozo de direitos de paternidade. Não se trata de privilégio, mas de garantir equidade e condições de trabalho dignas. Num corpo superior de polícia, que exige elevadíssima disponibilidade e exigência técnica, não pode haver ingratidão em situações provisórias. É dia de reforçar que o nosso compromisso com a Justiça e a igualdade se traduz em decisões e práticas concretas, que começam em casa.