Sem casa

Estado tem um grande património imobiliário, muito sem utilização.

Para todos os habitantes das grandes cidades, especialmente de Lisboa, sem casa própria, a habitação é um enorme custo. Fruto de condicionalismos diversos, que se replicam na grande maioria dos Países Europeus, o custo de uma habitação aumentou muito mais do que o salário.

Esta situação é ainda mais complexa para quem inicia a sua atividade profissional, muitas vezes – como acontece na Polícia Judiciária – fora da sua área de residência. Em Lisboa, um quarto custa 500 ou 600 euros. Na PJ, ao contrário do que acontece (e bem) nas Forças de Segurança, não existe qualquer património imobiliário que permita arrendamentos a custo moderado.

A ASFIC/PJ, ciente de que o Estado (central e municipal) tem um grande património imobiliário, muito dele sem utilização (veja-se os edifícios que foram da PJ ou as centenas, talvez milhares, de imóveis apreendidos a cargo do Ministério da Justiça), tenta há anos que lhe atribuam um imóvel para alojar os seus Associados. As obras necessárias à recuperação seriam, inclusive, a nosso custo. Esta seria uma forma célere de aproveitamento dos imóveis do Estado, sem custos para o Estado e sem os transformar nos inefáveis hotéis.

Continuamos na rua.