Falta de Planeamento

O tendão de Aquiles da PJ é a forma como trata os seus recursos humanos: sem gestão previsional e com improviso. Os problemas são os do costume: não há movimento ordinário, o extraordinário é quando for. Ninguém sabe a sua antiguidade relativa nem os critérios que, desta vez, vão ser usados para a graduação. Os concursos de promoção, que demoravam anos a abrir, agora levam anos a terminar. Os cursos de formação são anunciados de um dia para o outro, sem calendarização conhecida que permita aos funcionários gerir férias e organizar as alterações ao ritmo normal de vida. Vai reinando a opacidade e a falta de clareza nos critérios de decisão: mudam como o vento, readmitindo quem já estava previamente excluído.

Enquanto isso, há quem chefie ou coordene na disponibilidade e há Unidades em que se persiste na acumulação de brigadas ou secções. Noutros locais, a novidade é deixar as brigadas em piloto automático, sem chefia, ou secções sem coordenação, meses a fio. Quando é usado o mecanismo legal da prorrogação do exercício de funções em categoria superior, deixa-se andar até se exceder o tempo permitido. Logo se vê! Mas com mais desmotivação, há menos disponibilidade.