Justicite

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Justiça que se quer ética e correta. Uma Justiça não inflamada.

Na Língua Portuguesa, o sufixo ‘ite’ designa doenças de natureza inflamatória. Rinite, artrite, meningite, etc.

Já aqui dissemos, por outro lado, que os valores e os princípios são as verdadeiras unidades de medida da Justiça.

São estes que edificam a ética e a moral, por sua vez os costumes e as regras, e daí as leis que formam o Direito.

É esta a lógica de funcionamento da Justiça. Justiça, pois, que se quer ética e correta. Uma Justiça não inflamada. Sem o sufixo ‘ite’. Digna e justa. Que respeite os princípios da legalidade, necessidade, adequação e proporcionalidade.

É assim que devem funcionar os Tribunais e as Polícias. Devem aplicar a lei rigidamente de acordo com esses princípios. Respeitando a previsão legal, a aplicação de meios de obtenção de prova indispensáveis à descoberta da verdade e, sem reservas, a sua exigida adequação e proporcionalidade aos factos investigados e sua indiciação.

É assim que deve ser a investigação criminal. Obedecida à razoabilidade e à estrita objetividade.

Tudo o que não respeite ou viole estas premissas é abusivo, contrário aos direitos, liberdades e garantias constitucionalmente protegidos. É justicite. Uma inflamação.