Ser inspetor da PJ (cont.)

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É ser mal pago. Muito mal pago, face a tudo isso, e mais!...

Falar sobre o que é ser Inspetor da Polícia Judiciária não se esgota num único artigo de opinião… Não é possível. Há muito mais por dizer do que dissemos no último domingo, neste jornal.

Ser Inspetor da PJ é mais do que uma profissão. É uma missão. Uma causa. Uma função nobre e digna. Riquíssima em sensações e experiências. Versátil, inconstante e diversificada. Forte, emocionalmente. Exigente e desgastante. Muito. Uma escola de resiliência e de gestão emocional, com níveis de aptidão e de exigência física e psicológica excecionais. Uma constante aprendizagem de reação à adversidade. À vulnerabilidade.

Ser Inspetor da PJ é ter a seu cargo investigações complexas. Ser decidido e determinado. Em autoformação. Hábil na análise, correlação e síntese. Dos factos e das provas. É planear e executar as investigações. Ser responsável por elas. Instruir processos. Redigir informações e relatórios complexos. Coadjuvar os magistrados. Fazer vigilâncias e capturas. Escutas. Perder noites. Descansos. Seguir carros velozes com carros lentos e velhos. Trabalhar em voluntariado. Fazer mais, com menos.

É ser mal pago. Muito mal pago, face a tudo isso, e mais!…